O universo falou comigo

Estou assustado e preciso falar sobre isso

Edição #002

Olá caro amigo ou amiga.

Hoje vou contar um caso de sincronicidade dos mais assustadores que já aconteceram comigo.

Será um texto longo, talvez atípico e único.

No último domingo eu lancei a primeira edição dessa newsletter, com o título "Não sei por que, é um imã".

Em resumo, me referia a como o compartilhamento de conteúdo é algo que me apaixona e me anima há algum tempo.

E aquilo que nos anima ou dá vontade de forma recorrente deve de alguma forma estar alinhado com nossa missão na Terra - afinal, não viemos aqui passear.

Segundo a Lucia Helena Galvão a sincronicidade e os sinais são a linguagem da vida. A vida fala conosco por meio deles.

E ela falou comigo.

No último domingo, às 21:29, o universo FALOU comigo.

Estou ainda um pouco assustado com isso, mas vou te contar. Espero incentivar que você também converse com o universo.

Primeiro preciso te passar um pouco do contexto.

Sobre coincidências e os sinais

Primeiro, até para você não perder seu tempo, preciso logo falar que não acredito em coincidências.

Eu acredito que a vida tem um propósito.

Acredito que o mundo não é uma sopa de coincidências, que as coisas e eventos se conectam de formas que não conseguimos imaginar. Acredito que tem um Deus, Arquiteto do Universo, Energia, o nome que quiser dar, que dá ordem ao caos.

Acredito que após o corpo morrer existe a alma, aquilo que anima a matéria.

Acredito que estamos aqui para sair melhores e deixar melhor do que quando entramos.

Por isso, quando vi o vídeo da Lucia Helena Galvão sobre Sincronicidade e os sinais como linguagem da vida, rapidamente me conectei com aquilo profundamente.

Se você acredita que tudo é um acaso e é cético sobre essas questões, talvez seja melhor usar seu tempo de outra forma.

Se animou em continuar e saber mais, vamos nessa.

A busca

Em 2015 eu lancei uma página no Facebook para compartilhar conteúdo. Com as idas e vindas da vida, isso se perdeu. Compartilho coisas ainda no Linkedin, mas sem constância.

Desde janeiro de 2024 algo em mim reviveu sobre o tema de estudos e produção de conteúdo.

Eu achava redes sociais coisa fútil e de pouco valor.

Porém, comecei a seguir algumas pessoas no YouTube e Instagram que me fizeram quebrar essa crença. Me orientei a consumir cada vez mais conteúdos de qualidade e alinhados comigo.

Conheci o conceito de "Segundo Cérebro" e pirei naquilo. Fiz quatro cursos relacionados com isso e, junto com uma conversa com a Raisa, uma amiga nossa que já trabalha com conteúdo, decidi me encorajar e criar um Instagram público.

Consegui vencer o medo e a falta de conhecimento na plataforma e iniciei. Mas o Instagram são textos curtos e eu precisava escrever mais. Daí veio a ideia da Newsletter/Blog.

Testei usar o Substack para compartilhar o que estava lendo sobre "Segundo Cérebro". Foram cinco posts, com direito até a ser convidado a participar de um podcast! Isso mostrou que estava no caminho, já foi um sinal.

Mas, eu me interesso por muito mais do que isso. Precisava ser algo mais abrangente.

A Newsletter que não saia nunca

Comecei então - inspirado pelo Henrique Carvalho - no plano para ter uma Newsletter, mas comecei a me perder quando precisei escolher um tema.

No Instagram eu falo de coisas como corrida, autoconhecimento, paternidade, temas muito diferentes! Como iria condensar isso e escrever algo que alguém goste?

Aí eu me perdi.

Comecei a pensar mais para fora do que para dentro.

Comecei a querer ser que eu não era. A me cobrar de ter um curso em mente, vender alguma coisa para gerar uma renda extra. Afinal, seria ótimo ter uma renda fazendo algo que amo.

Mas, quando começa com foco no TER antes do SER, algo se perde.

Então foram mais de 3 meses e nada de escrever o primeiro email.

Os sinais da vida

Sinais - Parte 1

Compartilhei o desafio em ter um tema em um grupo de WhatsApp de um curso que participei e recebi uma resposta: "olha que curioso seu desafio, quer aprofundar em um papo?".

Aqui começa a leitura dos sinais, eles estão à sua volta. Uma pergunta inofensiva como essa continha uma bifurcação.

Eu achei curioso uma pessoa se dispor a me ouvir, algo tão raro ultimamente.

Marcamos um call de 30min e conversei sobre os desafios. Ouvi sobre a questão do propósito da vida, sobre o foco no SER e não no TER, sobre espiritismo e missão de vida.

Saí com uma pergunta de lá: "Qual a sua dor transformativa? O que quero transformar em mim?".

Me inspirei na possibilidade de haver um propósito mesmo, uma missão. Ela me indicou um livro chamado "O problema do ser, do destino e da dor". Um livro espírita que traria algumas provocações e respostas sobre esse propósito de vida.

Comprei o livro e me ‘engravidei’ dessa ideia de que eu deveria escrever para mim, para minha missão, pois é algo que me eleva e anima.

Sinais - Parte 2

Eu faço corrida de rua, e normalmente finais de semana são os treinos longos. Com 1h e 30min de corrida eu costumo colocar um podcast ou vídeo de YouTube para ouvir algo interessante.

Em um domingo, às 6:42am estava me calçando para correr um treino longo. Ao pegar o telefone para sair de casa chega uma mensagem, da mesma pessoa que me indicou o livro, mandando um corte da entrevista da Lucia Helena Galvão para o Podcast Flow.

A fala dela sobre propósito de vida me atravessou demais. Assisti o episódio inteiro (mais de 1h).

Aquele vídeo foi outro sinal, ele me relembrou lá em 2004, época que comecei a me interessar sobre filosofia e religião, questionar sobre as perguntas fundamentais.

Ela falava sobre o filósofo e o conhecimento como algo que torna a vida melhor.

Algo dentro de mim falou: "Tá bem, acho que sou um filósofo então"! Foi um reencontro comigo mesmo.

No domingo seguinte não tive nem dúvida, fui no Youtube procurar algo da Lucia Helena para ouvir, e me deparei (algoritmo ou sinal?) com o vídeo sobre Sincronicidade e Sinais.

Cliquei e assisti.

Esse vídeo foi arrebatador, já assisti umas 5x e sei que assistirei muitas ainda.

Sinais - Parte 3 - o susto

Pois bem, o que tem isso a ver com a minha busca e com eu ter falado com a vida?

Decidi iniciar a Newsletter, organizei um horário semanal em casa para focar 2h, escrevi a edição #001.

Eu escrevi no dia 19/08 e programei para o domingo dia 25/8/24 o envio. Programei um post no Instagram também para o dia 21/8, meu aniversário de casamento inclusive.

Relembrando o título da Newsletter era "Não sei por que, é um imã" - e repeti essa metáfora no texto algumas vezes:

Eu escrevi sem saber no que ia dar.

Escrevi acreditando nessa missão e propósito.

Eu já havia visto alguns sinais nesse caminho, mas esse me paralisou.

As crianças já tinham dormido. Eram 21:29 e fui ler o livro indicado pela colega de curso como tenho feito toda noite.

Estava contente de ter feito o texto e enviado o email, mas sem feedbacks. Quatro pessoas abriram mas nenhuma deu retorno do que achou.

Até que, por algum motivo (que não pode ser coincidência), eu estava iniciando o capítulo sobre "Vontade".

"o princípio de evolução não está na matéria, está na vontade, cuja ação se estende tanto à ordem invisível das coisas quanto à ordem visível e material"

Leon Denis

Essa vontade que nos faz agir, que traz recorrência aos assuntos de interesse.

A vontade que me fez marcar o call.

A vontade que me fez comprar o livro.

A vontade que me fez ouvir o Podcast de 1h e não só 7min.

A vontade que me fez procurar outro vídeo sobre a Lucia Helena.

A vontade que me fez começar a escrever e agendar a edição #001.

A vontade que me fez escrever que "Não sei por que, é um imã", é a mesma que, na página 318, o autor falou que:

"A vontade é o maior de todos os poderes. Em sua ação, ela é comparável a um IMÃ."

Leon Denis

Eu não tenho adjetivos para descrever o que senti ao ler isso.

Eu tive a certeza absoluta, inegável, inabalável, que era o universo falando comigo, que o caminho é esse.

Foi como se a vida realmente tivesse falado comigo: "fique tranquilo, você está no seu caminho".

Imagine. Por que no dia exato que eu lanço a primeira edição da minha newsletter?

Eu poderia estar em outra página do livro e não nessa.

O livro poderia falar em imã mas em outro contexto.

Estava às 21:29 falando EXATAMENTE o que enviei no email que está na caixa de email das pessoas desde as 8:02am. O mesmo tema, a mesma palavra.

Olha, se você está lendo isso até aqui - o que não devem ser muitos - talvez pareça uma coisa pequena, mas para mim foi gigantesco.

Aprender a linguagem da vida

Cada sinal da vida é um convite, quem decide ir à festa é você.

Faça perguntas ao universo e aguarde as respostas, MAS, precisa agir.

Ainda perplexo com isso, mas aprendi algumas coisas:

Os sinais estão por ai aos montes, como diferenciar ruído de sinal? Tem que estar atento e aberto.

A vida reforça quem age: A linguagem da vida são os sinais mas a escrita é feita pela ação.

Eu poderia não ter marcado o call.

Eu poderia não ter anotado o livro.

Eu poderia não ter assistido o vídeo.

Eu poderia não ter procurado outro vídeo.

Eu poderia não ter iniciado a Newsletter.

Eu poderia não ter lido o livro no dia do primeiro envio.

Absolutamente nada vai me provar que isso foi coincidência. Essa foi a primeira de muitas edições, que não sei onde vão dar, mas os sinais vão ajudar a dizer.

Você ainda está por aqui? Faz sentido?

Espaço de conexões - meu download mental

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